Friday, March 30, 2007

5º Estágio do Polenta

Cá estou eu, exercendo, mais uma vez, uma nobre função na sociedade Curitibana. Mas desta vez é na Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná. Essa maravilha de estágio foi possível graças a um e-mail de uma colega no interminável grupo de e-mail da turma. Ela (a Carol) tinha de retornar à sua cidade natal. Logo que vi a carta eletrônica interessei-me em trabalhar numa escola. No momento já fazem quase duas semanas que eu a substituí.

O estágio é, de longe, o mais tränquilo dos que eu já fiz. Chego entre 1h30 e 2h30 e saio entre 17h30 e 18h00. Mas é tranqüilíssimo, tão tranqüilo ao ponto de ter apenas uma coisa pra fazer por dia. É mais ou menos assim: "Guilherme, faça um ofício nesse processo". - "E depois Juarez?" "Não tem mais nada". Razoável, pelo salário de 450 real.

Mas o interessante mesmo é estar novamente numa escola. Agora há pouco eu voltava do banheiro (sim, tenho que dividí-lo com os alunos de ensino médio) à minha sala. Para percorrer esse tão necessário trajeto, tenho que passar pelo pátio da escola. Quando eu me situava bem no meio, ouvi umas meninas rirem bem alto. Olhei, e vi elas me olhando e rindo. Imediatamente olhei pro chão pra ver se tinha algum papel no tênis, ou se a cueca estava pra fora, sei la. Senti-me exatamente como no colégio. Depois de 8 anos, a minha reação foi exatamente a mesma.

Tem outra: ao sair do banheiro, quem eu vejo dando aula? Meu professor de química do primeiro ano do ensino médio, o ... Gilson? Não lembro o nome. Ele se parece com um pinguim. Mesmo assim, a única coisa que mudou nele é uns cabelos brancos.

Mas o que eu queria discorrer era como o ambiente de escola me fez voltar aos momentos de virgindade e curiosidade da época. Tive vontade de entrar na sala, assistir as aula, saborear novamente a esperança de ter um futuro incrível à minha espera. Acreditar ainda que não sou o dono do meu futuro. Logo pensei "ah, agora que eu tenho 22 anos, tocaria o terror nessas muié". Mas não, acredito que a sala me infatilizaria e começaria tudo de volta. Ou seja, a curiosidade, o nervosismo e a distância física e mental que existia entre as meninas e meu módico ser, retornaria para me assombrar.

Acho que tem algo de incrível em ser virgem. Não só sexual, mas mental. Uma inocência diante da vida. Mas essa idéia só é legal para aqueles que não o são mais.

Sou foda. Achei mais um paradoxo. Mas será que é mesmo?

Monday, March 26, 2007

Ninja Beggar.

Thursday, March 22, 2007

Ser ou não ser? Os dois com certeza.

Ontem, na verdade antes de ontem, na quarta-feira desta semana infernal, foi a minha colação de GRAU no curso de DIREITO da UFPR.

Tudo cheio de GLAMOUR, PRESTÍGIO e uma faixa muito simpática no primeiro balcão a qual consagrou eu e meus amigos BUNDOLHES, PÊLEGONE e MENINA como novos membros da ADEBRA.

Depois da cerimônia toda seguiram mais comemorações com os parentes e afins.

E durante essas comemorações INTERMINÁVEIS, sempre surgem as perguntas típicas: "E o exame da OAB? E qual carreira você vai seguir? Com quantos anos você começou a ter fixação por MARSUPIAIS?" E todas as derivadas.

A minha resposta, às vezes menos direta conforme a pessoa, sempre é: "Vou fazer teatro na França."

E é a minha resposta, pois é a verdade.

Depois disso segue toda espécie de reação possível: desde "MEU DEUS!" passando por "Você está de brincadeira!" até a mais ingênua e ignorante de todas "Eu não acredito que você perdeu 5 anos na faculdade pra isso".

Funciona mais ou menos como se eu servisse um fillet mignon (O diploma de DIREITO na UFPR) e depois jogasse merda de ornitorrinco em cima.

E isto é ABSOLUTAMENTE insuportável. Não existe nada mais abominável do que alguém que nem te conhece direito pairar sobre você um olhar de DÚVIDA.

Pessoas que não fizeram nada de mais das suas vidas medíocres e, por isso, querem que eu me congele dentro dessa bolha cretina de SEGURANÇA frustrada ao invés de aproveitar que ainda tenho 22 anos e posso arriscar para CARÁLEO.

Então, meu amigo, para duvidar de mim já tenho o resto do MUNDO. Se você faz parte desse grupo cretino, guarde seus comentários nas suas nádegas.

Demorei tempo demais pra tomar a minha vida pra mim mesmo e aprender a arriscar e tomar decisões realmente relevantes. Não é a sua sobrancelha arqueada que vai me fazer mudar de idéia.

PORRA.

Eu preciso de encorajamento e apoio e se você me vier fazer o contrário, traga bons argumentos ou vai ser mais um reclamando da minha "atitude grosseira".

Friday, March 09, 2007

Fada da morte

Digamos que você estava caminhando na rua, encontrou um desodorante no lixo na frente de um prédio no centro. Você chacoalha, e lá de dentro sai uma fada. Mas ela é uma fada da morte. Então fica a pergunta: Quem você gostaria de ver morto?

a) Bush

b) O elenco da malhação

c) Olavo de Carvalho

d) Pedro Bial

e) Colocar todos os integrantes do BBB no famoso paredão e mandar um grupo de fuzileiros eliminá-los para sempre, e enquanto você fala as famosas palavras "armar", "mirar", "fogo!", ter o prazer de ver suas caras de desespero, em troca de nos fazer assistir aquela merda.

f) opção "d" e "e"

g) Xuxa

h) o cara q fez teu bozó na prisão

Fiquem a vontade votar em outras opções que estiverem fora da lista.

Friday, March 02, 2007

Sonhos.

Estou numa lagoa, que se encontra no meio de paredes gigantes de pedra, cercando a lagoa e deixando apenas uma abertura ao mar (ou uma lagoa maior ainda, não sei). Nessas enormes encostas existem casas, apoiadas estas por palafitas gigantes e outras encravadas na parede. Dezenas de casas se aglomeram até o topo, onde pessoas caminham ao lado do precipício sem a menor preocupação. Vou ao topo, e salto. Dentro da água, existe uma vida aquática extreamente rica, composto de algas, peixes dos mais variados tamanhos, e de recifes (Dai entra o meu passado de jogar videogame) Acho um túnel, e começo a nadar até achar um objeto azul luminoso. Volto, e conto as pessoas desse fato. Nós vamos até a próxima cidade, onde militares estão montando um submarino científico e militar para descobrir o que há dentro desse túnel. Para entrar no submarino, é complicado. Tem-se que mergulhar, nadar até escotilha, abrí-la, continuar descendo, usando as mãos na escada que acompanham a parede do túnel. Após chegar a terceira escotilha, tem que fechar a segunda de cima, logo acima da cabeça, e esperar a água descer e esperar a pressurização. Chegando a lagoa, vamos nadando com a ajuda de mini câmeras de oxigênio até o local.

Mas agora mudou. Há ali uma variedade de túneis. Descendo uma delas, chega-se a uma escotilha. Abrimos ela, e lá dentro é ar, não precisa dos tubos de oxigênio. Começamos a andar nesse quarto. Na verdade é uma câmera, com um pé direito altíssimo, feito de tijolos. Ao lado, há um buraco na parede no formato de uma porta, que dá para outra sala. Chegando lá, há um humanóide, que tenta nos atacar. Matamos-o, e sob seu cadáver há uma grade. Entramos nela, e caímos num quarto que é ao estilo vitoriano, extremamente chique. Andamos, desnorteados (esqueci de falar que somos um grupo de 5 ou 4 pessoas) com tudo aquilo, quando vemos que no meio desse grande salão, há um parapeito, que rodeia todo o perímetro do quadrado no chão. No parapeito, vemos que dá visão para outro salão abaixo. E nesse momento que um monstro gigante pula e tenta nos morder. Seu formato é de um cachorro gigante mas todo esqizóide, de um formato quase de ameba. Ele deveria ter, no mínimo, uns 3 metros de altura. Aparece um homem, pequeno, que diz que se não voltarmos, ele soltará a fera, ele some tão rápido quanto apareceu. Decidimos ficar e lutar. Quando aparece a fera, começamos a correr. Ele mata aos pedaços um dos integrantes. Corro sozinho até o jardim desse palacete vitoriano, e lá de fora, vejo um castelo antigo coberta de trepadeiras verdes que a deixam esverdeada. O céu está de um cinzaescuro, senão preto. Corro até uma parede, onde há um portão de ferro preto. Abro-a, e acho uma espada. Quando olho para trás, a fera está quase na minha cola, fecho o portão com tudo, mas mesmo assim ele salta. Com a força do impacto sobre o portão, ele me lança lá para trás e bato a cabeça na parede. Tonto, olho à minha esquerda e vejo um pequeno fio de água que dá para um buraco na parede. Chuto esta parede, e encontro uma sala retangular. Ela está iluminada apenas por uma luz no teto, que ilumina triangularmente. As paredes e chão são de piso branco, e algumas trepadeiras saem do chão até o topo, até o buraco que ilumina. Em meio a essa sala, há uma divisão de uns 2, 3 metros cheio de água parada. Do outro lado, há uma estátua de uma cabeça de uma mulher. Pulo essa água e paro. Tento levar a estátua. Nisso, um esgrunhido soa longe. Mesmo assim, nada acho ali. Mas atrás do altar que ali há, vejo um tubo de ensaio com algo. Ele tem um tom branco. Pulo de volta, sem problemas (parece que essa sala havia algo de extraordinário, mas não aconteceu nada), caminho vagarosamente até o portão que dá para o jardim. A lua ilumina vagamente, onde as sombras deixam a imaginação te dobrar. Assim, abro vagarosamente o portão. Não há ninguem. Caminho até o salão vitoriano, e lá encontro o corpo dos parceiros dilacerados. Alguem tenta me atacar: é um dos meus, assustado, coberto de sangue dos outros. Agora, há uma escada que dá para o nível abaixo, partindo do parapeito que cerca esse quadrado. Descemos vagarosamente, mas tudo está escuro, tirando o pedaço que está iluminado pela luz do piso superior. Vejo um luz no escuro, dois pontos vermelhos. Corro até ele, ele desvia e me rasga as costas. Me viro num golpe e separo a cabeça do corpo. Porém, outra renasce. Tenta me atacar novamente. Giro e tiro-lhe a cabeça de volta. Mas ela cresce de volta. Ele me dá uma patada e vôo contra a parede. Meu parceiro atira no monstro, em vão, pois o monstro arranca-lhe as tripas. No chão, vejo o tubo de ensaio. Decido me esconder sob a escada, e esperar o melhor momento para atacar. Escuto o monstro vir pela direita, e começo a sair pela esquerda. Quando o monstro coloca a cabeça sob a escada, estou em cima de corto novamente a cabeça. Mas dessa vez abro o tubo e jogo o líquido sobre o pescoço em carne viva.

Intuitavemente, rasgo o seu estomago e acho o pote azul. Volto por onde vim. Chegando à superfície da lagoa, as pessoas me saúdam lá de cima. De repente há um estrondo. O nível da água começa a subir, pois ondas gigantes entram pela abertura nas encostas. Saio da lagoa e corro até o topo. A água está quase transbordando aquela "panela", quando a casa sobre a qual estou, junto dos meus amigos e da namorada, começa a ceder pela tremulação que a água está causando. As barracas, nossa camionente e nossas coisas que estão lá em cima, escorregam para dentro d'água. Corro para longe das ondas, segurando a mão da namorada enquanto que meus amigos me seguem atrás. Tudo pára. Estamos a salvo. Encaro para onde antes tinha a lagoa, mas ali nada mais há. Viro-me e vejo uma planície gigante, onde há ao fundo árvores que separam a planície para algo ainda desconhecido. Essa planície está semi-alagada, onde algumas pessoas andam de canoas para se locomover. Agora teremos de dar um jeito de atravessar, falo à meu irmão, minha irmã, alguns amigos e a Deborah. Mas isso fica para outra história.
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