5º Estágio do Polenta
Cá estou eu, exercendo, mais uma vez, uma nobre função na sociedade Curitibana. Mas desta vez é na Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná. Essa maravilha de estágio foi possível graças a um e-mail de uma colega no interminável grupo de e-mail da turma. Ela (a Carol) tinha de retornar à sua cidade natal. Logo que vi a carta eletrônica interessei-me em trabalhar numa escola. No momento já fazem quase duas semanas que eu a substituí.
O estágio é, de longe, o mais tränquilo dos que eu já fiz. Chego entre 1h30 e 2h30 e saio entre 17h30 e 18h00. Mas é tranqüilíssimo, tão tranqüilo ao ponto de ter apenas uma coisa pra fazer por dia. É mais ou menos assim: "Guilherme, faça um ofício nesse processo". - "E depois Juarez?" "Não tem mais nada". Razoável, pelo salário de 450 real.
Mas o interessante mesmo é estar novamente numa escola. Agora há pouco eu voltava do banheiro (sim, tenho que dividí-lo com os alunos de ensino médio) à minha sala. Para percorrer esse tão necessário trajeto, tenho que passar pelo pátio da escola. Quando eu me situava bem no meio, ouvi umas meninas rirem bem alto. Olhei, e vi elas me olhando e rindo. Imediatamente olhei pro chão pra ver se tinha algum papel no tênis, ou se a cueca estava pra fora, sei la. Senti-me exatamente como no colégio. Depois de 8 anos, a minha reação foi exatamente a mesma.
Tem outra: ao sair do banheiro, quem eu vejo dando aula? Meu professor de química do primeiro ano do ensino médio, o ... Gilson? Não lembro o nome. Ele se parece com um pinguim. Mesmo assim, a única coisa que mudou nele é uns cabelos brancos.
Mas o que eu queria discorrer era como o ambiente de escola me fez voltar aos momentos de virgindade e curiosidade da época. Tive vontade de entrar na sala, assistir as aula, saborear novamente a esperança de ter um futuro incrível à minha espera. Acreditar ainda que não sou o dono do meu futuro. Logo pensei "ah, agora que eu tenho 22 anos, tocaria o terror nessas muié". Mas não, acredito que a sala me infatilizaria e começaria tudo de volta. Ou seja, a curiosidade, o nervosismo e a distância física e mental que existia entre as meninas e meu módico ser, retornaria para me assombrar.
Acho que tem algo de incrível em ser virgem. Não só sexual, mas mental. Uma inocência diante da vida. Mas essa idéia só é legal para aqueles que não o são mais.
Sou foda. Achei mais um paradoxo. Mas será que é mesmo?
O estágio é, de longe, o mais tränquilo dos que eu já fiz. Chego entre 1h30 e 2h30 e saio entre 17h30 e 18h00. Mas é tranqüilíssimo, tão tranqüilo ao ponto de ter apenas uma coisa pra fazer por dia. É mais ou menos assim: "Guilherme, faça um ofício nesse processo". - "E depois Juarez?" "Não tem mais nada". Razoável, pelo salário de 450 real.
Mas o interessante mesmo é estar novamente numa escola. Agora há pouco eu voltava do banheiro (sim, tenho que dividí-lo com os alunos de ensino médio) à minha sala. Para percorrer esse tão necessário trajeto, tenho que passar pelo pátio da escola. Quando eu me situava bem no meio, ouvi umas meninas rirem bem alto. Olhei, e vi elas me olhando e rindo. Imediatamente olhei pro chão pra ver se tinha algum papel no tênis, ou se a cueca estava pra fora, sei la. Senti-me exatamente como no colégio. Depois de 8 anos, a minha reação foi exatamente a mesma.
Tem outra: ao sair do banheiro, quem eu vejo dando aula? Meu professor de química do primeiro ano do ensino médio, o ... Gilson? Não lembro o nome. Ele se parece com um pinguim. Mesmo assim, a única coisa que mudou nele é uns cabelos brancos.
Mas o que eu queria discorrer era como o ambiente de escola me fez voltar aos momentos de virgindade e curiosidade da época. Tive vontade de entrar na sala, assistir as aula, saborear novamente a esperança de ter um futuro incrível à minha espera. Acreditar ainda que não sou o dono do meu futuro. Logo pensei "ah, agora que eu tenho 22 anos, tocaria o terror nessas muié". Mas não, acredito que a sala me infatilizaria e começaria tudo de volta. Ou seja, a curiosidade, o nervosismo e a distância física e mental que existia entre as meninas e meu módico ser, retornaria para me assombrar.
Acho que tem algo de incrível em ser virgem. Não só sexual, mas mental. Uma inocência diante da vida. Mas essa idéia só é legal para aqueles que não o são mais.
Sou foda. Achei mais um paradoxo. Mas será que é mesmo?

8 Comments:
não li o texto todo.
mas o polenta perdeu o cabaço, é isso?!
Sim, você não lembra? Meu, cú de bebado não tem dono, agora o problema é teu!
desculpa polenta
mas é que teu cú era tão arrombado que eu não lembro mesmo.
mal aí, não sabia que tu ia ficar tão sentido por trás.
(e estamos de volta à quinta série).
Perdão meu amigo, mas foi o teu que foi arrombado nesse dia! Quando vc fica bebado vive trocando os pronomes possessivos, a gente compreende (eu curtia q 5a série)
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é, o próprio polenta se denuncia quando diz acima:
'meu cú de bêbado não tem dono'
pô, não tem nem graça sacanear....
Esse Polenta é diferentão...
E eu aqui lendo quilos de Freud pra entender... o q mesmo?! Rs
Meninos, nem dói tanto assim.
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