Monday, December 18, 2006

Na porta da sua casa.

Faz calor em Curitiba.

Faz muito calor em Curitiba.

Curitiba, aliás, mais parece uma jaula de vidro sem janelas na qual milhões de pessoas exalam CALOR.

Curitiba.

Faz calor aqui em Curitiba.

Hoje eu entrei na sala do meu pai lá no escritório.

E fiquei lá, sentado durante 10 minutos.

Simplesmente por que é a única sala que tem ar condicionado.

ONTEM eu entrei na piscina.

Eu não gosto muito de piscinas.

Mas, ontem eu entrei na piscina.

O calor está mudando todos os meus hábitos.

Qualquer dia desses eu apareço pelado.

NA PORTA DA SUA CASA.

Tuesday, December 12, 2006

O conhecimento está dentro de ti...

- Vamos jantar, filho?

- Eba! Vamos!

(À mesa):

- Pai, o que é isso?

- O que é o quê?

- Isso, no meu prato.

- É merda meu filho. Não reconhece?

- Tá. Eu sei o que é, mas quero saber o porquê dele estar no meu prato.

- Calma, eu explico: A comida, no geral, traz prazer. Prazer, no geral, traz alegria. Alegria traz bem estar. Certo?

- Certo.

- Mas a vida não é alegria, meu filho!!! Pense o seguinte: se a pessoa aprende desde cedo que a vida não é fácil, que buscar os seus sonhos é previlégio de alguns raros afortunados, enfrentará sem dificuldade os problemas futuros.

- Humm... Então se eu aprender a comer bosta desde cedo, irei engolir os problemas futuros com mais facilidade?

(Vocês já pegaram o sentido da história)

- Sim! Sabendo o gosto de um belo bolo fecal, você terá o paladar extremamente aguçado, e irá aprender a saborear o mais sutil dos gostos.

- Pai, ainda não entendi.

- Mas é simples. Sabendo disso meu caro filho, degustará os pequenos e poucos prazeres que te sobrarão no futuro. Quando você for mais velho, verá que a vida se resumirá em algumas horas de prazer por semana.

- Po, que merda... Deixa eu ver se eu entendi. É como o bem e o mal: Só se entende um se existir o outro, né?

- É isso ae filho!!

- Legal. Tá, mas então você também já comeu umas cabeça de nego?

- Eu? Você tá loco? Eu não vou comer merda nem a pau!!

Saturday, December 02, 2006

Só os caminhoneiros são felizes

Primeiramente, devo pedir desculpas a todos os meus 06 leitores que estavam ávidos por um novo post de minha autoria neste brógue. A minha ausência é explicada pelas malditas e diversas provas - das mais variadas sortes - às quais fui submetido neste ínterim. Espero, daqui em diante, cumprir a minha meta auto-estipulada de escrever aqui com uma freqüência quadridiurna, ou seja, a cada 04 dias.

Há algum tempo estou a fim de escrever sobre uma impressão minha, para averiguar com todos vocês, meus 06 lentes, se ela é esposada por vossas senhorias ou se ela é mero devaneio deste aficionado em seriados da estirpe Pedro e Bino.

Ocorre que em meu trajeto percorrido diariamente da casa para a faculdade no horário em que as guardinhas da Zona Azul ainda não estão urubuzeando os estacionamentos do centro da cidade, e também em outras andanças por esta nórdica capital paranaense, comecei a perceber que no trânsito todos estão emputecidos com algo. Eu mesmo, em minhas epopéias guiando a suntuosa S10 que uso como meio de locomoção, percebi que na cidade, enquanto estou dirigindo, emerge de meu mais profundo interior um ser carrancudo, que está disposto a atropelar qualquer pedestre que não atravesse na hora certa e qualquer madame que queira entrar com seu sedã em minha frente. Ou seja, quando estou a guiar no trânsito dentro da cidade me torno um motorista padrão (ou seria podrão?), mais mal-humorado que qualquer taxista ou chofer de ligeirinho. Ressalto que isto não ocorre quando estou dirigindo na estrada, afinal, a estrada é divertida e nela tenho muitos amigos, aos quais sempre aceno com um sinal com os faróis do carro, o qual é prontamente retribuído por meus irmãos caminhoneiros. E são eles os objetos desta exposição. Pois, retomando o assunto trânsito da cidade, nunca, desde que passei a observar tal fato, vi um motorista de caminhão mal-humorado dirigindo seu bruto pelo centro da cidade. E olha que isto já me intriga há um bom tempo, portanto, já pude observar isso à exaustão, a ponto de vir aqui lhes expor isto com alguma segurança e honestidade empírico-científicas.

Pois bem, meus caros, como é possível isto? Uma pessoa guiando um veículo que é extremamente desajeitado para os padrões do trânsito na cidade, exibindo um sorriso que, não raras vezes, vai de orelha a orelha? Concluí por meio de minhas observações que o mesmo não se dá com os motoristas de ônibus, que dirigem carros que possuem envergadura semelhante aos guiados pelos indivíduos sorridentes, mas que em todos os casos parecem estar com uma goteira na cabeça que diz MATAR, MATAR, MATAR...

Passei a pensar nos porquês de tanta alegria por parte dos caminhoneiros, ressaltando que não são só estes os ocupantes do caminhão. Sempre estão em dupla ou trio, tendo como acompanhantes os tradicionais chapas, que são os caras que ajudam a descarregar o pesado nos locais que as mercadorias possuem como destino. E todos eles, os caminhoneiros e os chapas estão loco de felizes, o tempo inteiro. Fato intrigante. Um dos porquês levantados por minha intrigada pessoa foi a altura do veículo deles com relação aos demais. Assim, eles têm visão privilegiada do trânsito da cidade. Mas esta não é a vista dos sonhos de ninguém, que dirá de uma pessoa acostumada com as paisagens bucólicas e misteriosas que as estradas brasileiras nos propiciam. Mas há algo que deve ser ressaltado: ali de cima eles podem observar qualquer tia mais modernosa com sua minissaia, ou mesmo alguma cocotinha também utilizando esta veste mínima.

Quando fui ao Pantanal me embasbacava com a habilidade dos nativos em ver os bichos no meio do mato. Tuiuius, jacarés, capivaras, enfim, todos os componentes da maravilhosa fauna daquele rincão do Brasil. A minha estada por aqueles lados durou algo em torno de uma semana, ou uma semana e meia. E para meu deleite, quando retornei de lá, também possuía tal habilidade de ver os animais mesmo quando estes pareciam se camuflar na mata. Neste momento, vocês meus 06 leitores devem estar se perguntando será que o Dêja esqueceu dos caminhoneiros? Não, meus caros! O ponto onde eu quero chegar é o seguinte: obviamente os caminhoneiros e seus respectivos chapas possuem habilidade superior à do resto da população para observar as dondocas de minissaia em seus diminutos veículos. Assim, devem estar sempre a ver alguma perereca querendo fugir, ou mesmo uma calcinha mais diferentona. O que lhes deve garantir uma certa alegria que seja capaz de superar o desgosto de se dirigir numa cidade bem-humorada como a capital do estado.

Mas algum espertinho bradará "e os motoristas de ônibus, eles não possuem tal habilidade?" Por óbvio que devem possuir, mas também por óbvio isto não gera um gosto neles que seja capaz de suplantar o marasmo de se dirigir em círculos, fazendo o mesmo trajeto sempre, sendo que em Curitiba ainda possuímos as malditas canaletas que asseguram uma distância enorme dos busões até os veículos normais. Assim sendo, creio que a única coisa que deixa os motoristas de ônibus um pouquinho felizes seja derrubar velhinhas no interior de seus carros, ou dar susto nos ciclistas, além, é claro, da tradicional parada a dois metros do meio-fio.

Voltando aos choferes dos brutos, creio que algo que também os garanta certa satisfação seja a certeza de que ninguém em sã consciência vá tocar seu carro em cima daquele monstrengo de 4, 6 ou muitas rodas, que certamente fariam uma omelete do Golzinho ou mesmo do luxuoso sedã guiado pela madame. Madame esta que também não deixa no guarda-roupa a sua minissaia e que vez ou outra acaba por dar um regalo ao motorista que lá de cima pode observar à vontade as intimidades destas.

Qualquer dia destes ainda faço um estágio como chapa e venho então, meus caríssimos 06 leitores, lhes contar se isso ocorre mesmo ou se não passa de mito.

Tenho Dito.
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