Monday, November 27, 2006

Desembargadores da Erudição

Personagens:
Guilherme: Mais conhecido como Polenta. Estuda Direito, e está tentando se acostumar com a idéia de se tornar um burocrata e um advogado. Está empenhado no estágio, mas sente que está fracassando.

Mulher: Com aproximadamente 1,90m de altura, de constituição avantajada, cabelos compridos, roupa casual - esporte fino.

Homem: Com aproximadamente 1,50 de altura, de constituição diminuta, com um humor casual. Parece estar mais satisfeito de si do que deveria.

ELEVADOR DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INTERIOR. SUBINDO.

Guilherme - Obrigado.

Mulher - Nossa, que calor, né? Eu gosto do calor, mas demora um pouco pra se acostumar, néééé?

Homem - Ah sim, demora um pouco. Eu diria que o ideal é o tempo do sul da França.

Mulher - Ah, esse seria o melhor termo mesmo.

Tuesday, November 21, 2006

Reis dos cheiradores de gatinhos

O REI.

O REI.

REI REI.

Rei das fechaduras?

Não, é o REI dos HAMBÚRGUERES que aterrisou em Curitiba e desde então vem provocando um FRISSON na praça de alimentação do Shopping Mueller.

O Burguer King, como é conhecido originalmente, ou o maior-amontoador-de-pessoas que eu já vi (isso desde a estréia de Senhor dos anéis no cinema), estreou no mercado de fast-food curitibano com um sucesso de arregalar as LUNAS de qualquer cidadão por estas bandas.

Pois é, é realmente impressionante como as pessoas se submetem ao pavor de permanecer até mesmo UMA HORA naquele formigueiro patético só pra poder experimentar a novidade.

E nem sei se é mesmo uma novidade, afinal de contas todo mundo que se aventurou pela gastronomia do REI me disse que é apenas um REPETECO da concorrência, o MC´DONALDS.

É.

Sei lá.

Dizem por aí que é mais caro também.

Quem sabe o grande mistério sejam as COROAS de PAPELÃO que eles garantem ao cliente do REI.

Tudo uma grande CHARADA corporativista.

O MC te dá balões e sorrisos de papelão.

Vai ver é meu amigo Vítor quem está com a razão, as empresas brasileiras nos tratam feitam crianças.

Crianças BURRAS.

E nós engolimos com prazer.

Um título com a cara dos Bambi

Na contra-mão de diversos baluartes do cronismo futebolístico nacional, não posso me furtar a tecer alguns comentários sobre o título brasileiro recentemente conquistado pelo São Paulo FC.

O jogo morno que acabou por coroar a campanha vitoriosa e a austeridade da administração bambi, foi apenas reflexo de um campeonato chocho tal qual é o escrete de Mobumbiba.

Campeonato que de mais importante teve a quase queda e ascensão do Corinthians, e que foi também marcado por vexatória derrota do clube bambi em outra competição, à qual eles eram alardeadamente favoritos (a competição sulamericana chamada Libertadores da América, vexatóriamente perdida para um clube que de Internacional só possuía o nome).

Algum lente irá dizer "ora, mas pontos corridos é assim, o premiado é o clube com maior regularidade". Sim! Regular é a palavra. Uma equipe constituída de diversas cavalgaduras, jogadores apenas regulares consquistou o campeonato brasileiro. Talvez haja um craque naquela equipe, o seu lateral esquerdo Júnior - que adquiriu notória habilidade em jogar com muletas. Outro lente irá mencionar o fabuloso goleiro Rogério Ceni - cuja maior habilidade é bater faltas e tomar frangos em jogos importantes (haja vista a batida de roupa contra o Internacional de Porto Alegre nas finais da competição sulamericana).

Vejam, caros viventes, um time formado por muares do quilate de Zidanilo (kkkk), Richalysson, Sousa, Fabão, Ilsinho, Leandro - o esforçado refugo do Corinthians -, Lenílson, Aloísio - que já era criticado pelos lados do CA Paranaense -, entre outros prodígios. Enfim, é de causar espanto como todos estes jogadores regulares passaram ao status de craque.

De fato, o Bambi FC manja muito de uma coisa, marketing.

Não fosse tempo de pontos corridos e estaríamos neste momento vivendo a decisão do campeonato. Teríamos emoção. Não seria premiada a regularidade, mas sim a capacidade de superação do escrete, a galhardia dos jogadores e, por que não, o talento destes. Os medianos? Estes ficariam relegados ao esquecimento da eliminação nas semi-finais, ou então, à vexatória derrota na própria final, como é recorrente pelos lados do São Paulo FC, eterno freguês de qualquer time quando está em decisões.

E tenho dito!

Saturday, November 18, 2006

De vento em popa

O vento ventilava as ventas dos meus suvacos.
Enquanto que o infalível frio fraquejou o meu fabuloso falo
Turvando-o triste e retratável como uma tartaruga em retirada

As minhas pequenas pernas palitosas
Suplicavam rispidamente o sossego silencioso

Da janela fechada.

Friday, November 17, 2006

3 segundos.

Soco.

Lentamente os pensamentos se atraem e se dispersam, tudo bambo, tudo leve.

O chão é apenas um mero resquício daquela neblina fabulosa da minha infância.

E pelos meus calcanhares corre um formigar, um borbulho tênue que me atravessa a garganta e se lança mundo afora num gargalhar alucinado.

A névoa se faz um pouco menos espessa, as formas das coisas começam a ganhar certo volume.

A minha cabeça se desliga do pescoço e procura abrigar-se no embalo do vento.

Os próximos momentos são dotados de uma lucidez inesgotável, como se um domínio sobre tempo e espaço fosse o último presente garantido a mim por alguma divindade que se entretia com o espetáculo.

Ao mesmo tempo me percebo embriagado por um silêncio tão magnifíco que me permite escutar o abafado pestanejar da multidão.

Diviso ao longe alguns traços brancos e vermelhos.

No céu se projetam luzes de todas as cores.

Os meus pés reconhecem a firmeza das pernas e se aventuram na direção do retorno.

Mas a vertigem me assalta, me agarra, me conduz.

Durante poucos segundos eu bailo completamente tonto pelo salão e exibo o sorriso ensanguentado para a platéia que já não fala.

Depois é tudo um misto do que até então se sucedera. E o impacto do chão é projetado para mim como um desfecho cinematográfico.

A tela treme, a música sobe e o mundo escurece.

Mas, misteriosamente.

Não dói.


Texto publicado originalmente no Vertigem

Thursday, November 16, 2006

Bitch wheres my Sandwiche

Sinto o gosto de sangue na boca. O mundo, verticalizado, nao faz sentido algum. Meu corpo nao responde. Passo a lingua entre os dentes e sinto que alguns faltam. Principalmente os frontais. Percebo que algo quente escorre pela testa, pingando sobre a ponta do nariz, e deste, para o chao. Vagarosamente, o foco vai separando o claro do escuro.

Um rosto na horizontal invade o quadro, ocupando tres quartos da tela. Sua boca se mexe erroneamente, mas dela som algum se propaga. Atras dele, a luz fraca do poste acentua o tom vermelho na orelha do rapaz.

Sim. Agora sim. Levanto me e olho para baixo. Engracado, falta um sapato. Olho mais a frente. Tres homens me encaram, paralisados e incredulos, a uma distancia de uns cinco metros, por detras da porta dos dois carros ali parados.

Tudo ficou claro e simples. Levantei a camiseta, peguei a quarenta e cinco q se alojava entre minha calca e meu corpo e atirei ateh esvaziar o pente.


Estranho.


Ainda estou meio surdo.



(Estou sem acento no computador).

Thursday, November 09, 2006

Reciclável?

Pois bem, relutei em voltar a postar neste blog (apesar de meu único post ter sido um sonoro EH ISSO AÊ PORRA!, quando da inauguração deste d. fórum), afinal minha última tentativa foi frustrada pelas armadilhas que a www nos impõe (perdi metade de um texto enorme, portanto, um textículo comparável às Bolas de Simão). Além disso ainda estou confuso quanto ao estilo redacional adotado (não sei se estou usando parênteses por demais), ou então se faço travessões - o fato é que gosto das coisas explicadas, e creio que esta estilística, por mais confusa que pareça (pelo menos para mim), é a que eu usarei, portanto achem bão.

Vamos ao que interessa então criançada, mas antes uma dúvida que nunca pude esclarecer: é Os Jogos Jurídicos ou são Os Jogos Jurídicos? Sei que estou me referindo a uma edição dos Jogos Jurídicos, doravante apenas JJ, mas como me refiro a eles? Estes Jogos Jurídicos ou este Jogos Jurídicos? E qual o motivo de ser desta ou daquela maneira?

É sabido que adquirimos diversos ítens para a nossa cesta básica de JJ. Um verdadeiro farnel. Compramos também o que pode ser batizado como O Grande Canudo, já que era este o duto utilizado para alcançarmos o precioso líquido contido n'O Grande Tubão de 20 litro. Este canudo consistia em dois canos imendados, daqueles que levam a água da parede à pia. Quando os adquirimos, já pensei em dar-lhe função social (calma meninas, não é no Polenta a função social do cano desta vez), a função a que me refiro é a de encher o meu filtro de água da marca S. João. Filtro de barro, uma das poucas aquisições das quais realmente me orgulho de ter feito e que não titubeio em palpitar (dar palpite) a outras pessoas para que também adquiram um ou mais exemplares, já que custa módicos 30 mangos e nunca mais é necessário comprar a maldita água mineral, que sabe-se lá de onde vem e muito menos a quem pertence, devendo, possivelmente - dado o recente boom das águas minerais - , pertencer a deputados, senadores, radialistas e afins.

Voltando ao assunto - O Grande Canudo - quando arrumava a mala para o retorno do(s) JJ, acondicionei-o na parte superior de meu mochilão. Já em Curitiba, no elevador do ed. Vega, ficava me questinando "Mas que merda de cheiro de tubão é este? Algum corno deve ter derramado tubão na minha mochila.", pois bem, dois dias após a chegada, quando despetrechava minha bagagem, lembrei-me d'O Grande Canudo. E percebi que era ele quem exalava aquele fétido cheiro embriagante. Logo cheguei à conclusão de que seriam necessárias providências urgentes.


Lembrei-me dos meus tempos de piá, quando era proibido de tomar água em embalagens de agrotóxicos, a não ser que procedesse com a famosa tríplice lavagem. Lavei três vezes O Grande Canudo e, para minha surpresa, o cheiro de tubão ainda está lá. Como é possível uma substância impregnar-se assim em um duto? Estará O Grande Canudo condenado a uma vida de tubão e revolução? Não poderá ele servir dignamente à sociedade completando meu d. filtro com H2O, provinda diretamente do límpido Rio Iguaçu? Há outros meios de desimpregnar o odor tubonesco d'O Grande Canudo? Terei eu de continuar o ritual de recheamento de meu filtro com aquela humilde garrafa cortada?


Vida cruel...

Tuesday, November 07, 2006

Profissional de Caçador

Eu consigo jogar um penal por cima do Ginásio.

Monday, November 06, 2006

Polenta ou TOKINHO.

Esclareça-nos por favor, senhor TOKINHO.

A propósito queira saber que este K que substitue o QUI nessa ALCUNHA que o senhor adotou me deixa um tanto quanto NAUSEABUNDO.

Mas enfim.

Senhor TOKINHO.

Diga-nos.

Este seu novo APELIDO trata-se de uma clara referência ao tamanho do seu orgão sexual?

Aguardo maiores (ou menores) informações.

Wednesday, November 01, 2006

Aviso aos navegantes

Por favor, proceder o MÍNIMO de revisão nos vossos CORPOS textuais aqui publicados pois, francamente, o respeito à língua (seja ela qual for) é o mínimo que se espera de quem espera que se espere alguma coisa de qualquer coisa que seja uma COISA dessas coisas que são BLOGS e que utilizam o PORTUGUÊS como meio de expressão e veiculação de MENSAGENS.

Obrigado.

Pinto pra vocês

Ao invés de ficar FALANDO sobre o ato de postar, vou efetivamente CRIAR um post, ao contrário de muitos alguns.

Pois então, o indivíduo que já gastou suas noites nas reuniões do PAR, sabe muito bem que o Geraldo, nosso caro amigo TEDDY, gosta sempre de enfatizar, como um verdadeiro representante das vontades populares e um altruísta dos anseios sociais, os seguintes provérbios de extrema valia:

"Olha pessoal, só quero falar pra todo mundo aqui, que é extremamente importante esse debate, que está acontecendo aqui, nessa reunião, e que os alunos participarem de tudo isso é... é.... muuuuiito importante, e que eu fico feliz, olha, feliz demais mesmo, por estarmos tendo esse debate, essa pauta, nesse momento. Era isso. Ah sim, mais uma coisa, quero que anote como proposta uma reunião, no sábado, à tarde." (Acende um cigarro, o qual estava entre seus dedios, enquanto profetizava).

Em ritmo de jogos.

O Osso é viado,

Ele foi

Circuncisado.
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